Low-Cost – viajando na Europa com dinheiro contado

Viajar de avião na Europa pode sair mais barato e muito mais rápido que o trem.
A competição entre as companhias é tão grande que o preço chega a ser duvidoso: passagens de um país para outro por menos de 50 euros, já com taxas.
Algo como seria a Gol nos vôos domésticos. A diferença é que estamos cruzando países e não precisamos aguardar promoções.

As desvantagens são conhecidas: aviões velhos, mal atendimento, apertos, limites de bagagem, aeroportos longes. Atrasos eventuais.
O que mais deve chamar a atenção é a distância do aeroporto. Essas companhias trabalham com um certo número de aeroportos, ou seja, não operam em todos. Isso deve ser levado em conta em relação a: 1) quanto custa para chegar no aeroporto 2) quanto tempo leva.
Depois, o problema de bagagem: as companhias podem restringir o peso da bagagem em um valor tão irrisório (menos de 20kgs), que, muitas vezes, haverá o risco de pagar o excesso de bagagem- uma surpresa nada agradável.

Cogite também, se for um verdadeiro mochileiro, trocar o vôo pelo trem noturno, economizando uns trocados da hospedagem.

Ryanair | www.tuifly.com | www.easyjet.com | flybaboo.com | BudgetAir | Vueling Airlines

:: Links: Listagem de todas companhias low-cost da Europa
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Trem: Itália – Trenitalia | Espanha- Renfe | França – Sncf | Alemanha – Bahn | Passes RailEurope
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TÓPICOS RELACIONADOS:

  • Para onde voam as companhias aéreas

    FONTE: revista Viagem e Turismo. (Junho 2007 / EDIÇÃO 140) traduzido do New York Times

    Aventuras no mundo das passagens baratas

    Sete dias, sete cidades da Europa, sete companhias low fare. Como é o serviço das aéreas que têm preços imbatíveis

    Matt Gross, do New York Times

    Que a Europa é dominada por aéreas low fare todo mundo sabe. Eu resolvi testar a rede. O plano: sete vôos em sete dias passando por sete cidades. Sem repetir uma companhia.
    Dia 1
    Comecei com o check-in para o vôo 75 da Flybaboo (flybaboo.com) em Genebra. A aérea cobrou 8 dólares (ou 58, com as taxas) para me levar até Praga. Surpreendi-me com a sala de espera: passageiros usavam, de graça, computadores iMac. E surpreendi-me mais: no limpo avião, o comissário distribuiu cobertores e, alguns minutos após a decolagem, trouxe muffins. O vôo ainda terminou na hora.
    Dia 2
    Hora de ir para Copenhague no vôo 564 da Sterling (sterling.dk), a 9 dólares (41, com taxas). Depois da Flybaboo, a Sterling decepcionou: o Boeing 737-800 estava nojento, com assentos sujos, marcas de dedos nas janelas e cheiro horrível no ar. O almoço – um sanduíche de frango sem gosto e uma Coca – custou 10 dólares.
    Dia 3
    Vôo da Air Berlin (airberlin.com) para Londres com parada na Alemanha (87 dólares). O primeiro trecho foi num avião da Fly DBA, que não era dos melhores. Mas tive um upgrade na próxima perna: pela primeira vez, uma tela de TV só para mim num novíssimo Airbus A320.
    Dia 4
    Dia de voar RyanAir (ryan air.com), a aérea que não só é a mais barata, como a mais chumbrega. A rota Londres–Fez (Marrocos) custa dois dólares (ou 76, com taxas). Mas o embarque teve uma corrida de passageiros em busca de assentos (eles não são marcados), e as apertadas poltronas não reclinavam. Um bônus: minha mala voltou sem rodinhas.
    Dia 5
    De volta ao ar. Dessa vez pela Jet4you (jet4you.com) em direção a Paris. A companhia tinha as tarifas mais altas (194 dólares) e o avião mais velho. Os assentos eram bizarros: faltava um pedaço do encosto e nem vou falar do tecido manchado.
    Dia 6
    O vôo saía do Beauvais, aeroporto pouco conhecido. Fiz o trecho até Budapeste pela Wizz Air (wizzair.com), a 52 dólares. Tive de pagar 35 euros por excesso de bagagem, o avião quase decolou sem mim e as aeromoças eram confusas.
    Dia 7
    O último vôo. Na sensacional Easyjet (easyjet.com). A companhia me tratou como um ser humano por 68 dólares. Os funcionários desconsideraram meu excesso de bagagem, os assentos eram confortáveis e os comissários, eficientes. Melhor que muita aérea convencional.
    MODO DE USAR
    A Europa é o reino das aéreas low cost. Apesar de cobrarem muitas taxas, elas são a melhor maneira para pular de país em país no continente. Como todas as aéreas, têm tarifas mais em conta para quem reserva com antecedência. E nem todas voam todos os dias para os mesmos destinos; por isso, a melhor maneira para comparar preços é usar sites como o flylc.com e o flycheapo.com.

  • Finalizando, uma nota da Revista Viagem e Turismo também sobre recente anúncia de passagem aérea por $199 (dólares):
    Creia: a canadense Zoom Airlines vende, desde junho, por essa bagatela, passagens aereas entre Nova York e Londres. Milagre? Nao, esse fenomeno e tipico das empresas low fare, que co-megam a apostar nas viagens transcontinentais. A ideia parece ter contagiado o mercado: outras companhias de baixo custo, como a Ryanair e a Virgin, tambem ja anunciaram que irao aderir sem divulgar datas. (Janeiro 2008)

    One thought on “Low-Cost – viajando na Europa com dinheiro contado

    1. Olá,
      sou do Rio Grande do Sul, e estou planejando passar um mÊs em londres e depois passar pela frança, itália (e onde mais der..), ficando uns 10 dias em cada lugar, mas vou levar bagagem (muita bagagem). Tu tens alguma dica? tipo hotéis baratos, onde ir, onde ficar….?
      Obragada

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      Resposta à pergunta:
      Nessas horas, devido ao custo de transporte, você deve focar em hospedagens práticas, ou seja, com fácil acesso à linha de metrô que tenha ligação direto à cidade.
      Se você for de Londres para Paris via Eurostar, então você pode escolher ficar mais perto das linhas de metrô que passam por lá, ou mesmo na região de St. Pancras, que tem uns hotéis econômicos e de boa qualidade, como o Alhambra. Já em Paris, você pode escolher hotéis perto das linhas RER. Em geral, há hospedagens bem em conta, como Montparnasse e Charles De Gaulle, como os apart hoteis Adagio (rede Accor, a mesma rede do Ibis. Tem um hotel dessa rede chamado Etap, que também é bem barato).
      Também considere que Junho e Julho não haverá mais hospedagem em Londres, devido às Olimpíadas.
      Itália já fica mais distante, você vai ter que pegar avião. O ideal é comprar a passagem aérea já incluindo esse trecho interno nos países mais longe. Ou fazer um roteiro prévio para saber exatamente onde você vai passar (as passagens não tem muita variação de preço por entrar em uma cidade e sair por outra cidade). Ou seja, mesmo que você queira fazer um jeito mochilão, precisaria um planejamento mínimo de cidades, para que você possa comprar passagens e escolher hotéis de forma mais inteligente. Quando você tiver um roteiro mais aproximado com datas, aí seria possível escolher hospedagem com mais certeza.

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