Boa noite, gostaria de saber se para americano ha limite de valores entrando no Brasil como turista. Meu marido e americano e como bom americano tem um IPAD2 e um computador novo que ele quer levar com ele para o periodo de ferias que iremos passar no Brasil. Isso podera criar problemas pra ele? claro que tem maquina de retrato e filmadora. Sim e tudo dele…
Obrigada pelo esclarecimento.
Alzirene

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Resposta à pergunta:
Estrangeiros SEM VISTO DE PERMANENTE podem entrar temporariamente com bens (se levar de volta), aplicando-se suspensão de tributos (não é isenção). Terá que preencher a declaração DBA, mantendo toda a documentação até voltar ao país de origem. Estrangeiros COM VISTO DE PERMANENTE, que tenham ficado mais de um ano são isentos de impostos sobre ferramentas e bens usados para trabalho.
LEIA MAIS a seguir.
1) estrangeiro SEM VISTO PERMANENTE.
§ 2º No caso de estrangeiro, enquanto não lhe for concedido o visto permanente, seus bens poderão ingressar 
no território aduaneiro sob o regime de admissão temporária.
Art. 5o No caso de viajante não-residente no País, a DBA servirá de base para o requerimento de concessão do regime 
aduaneiro especial de admissão temporária, devendo o viajante manter a documentação fornecida pela fiscalização aduaneira 
até a extinção da aplicação do regime, com o retorno ao exterior.
§ 1o A admissão temporária dos bens de uso e consumo pessoal constantes de bagagem, referidos nos incisos VI e VII 
do caput e no § 1o do art. 2o, no caso de viajante não-residente, abrange, entre outros:
    I - artigos de vestuário e seus acessórios, adornos pessoais e produtos de higiene e beleza;
    II - binóculos e câmeras fotográficas, acompanhados de quantidades compatíveis de baterias e acessórios;
    III - aparelhos portáteis para gravação ou reprodução de som e imagem, acompanhados de quantidade compatível dos 
correspondentes meios físicos de suporte das gravações, baterias e acessórios;
    IV - instrumentos musicais portáteis;
    V - telefones celulares;
    VI - ferramentas e objetos manuais, inclusive computadores portáteis, para o exercício de atividade profissional 
ou de lazer do viajante;
    VII - carrinhos de transporte de crianças e equipamentos auxiliares para deslocamento do viajante com necessidades 
especiais;
    VIII - artigos para práticas desportivas a serem desenvolvidas pelo viajante; e
    IX - aparelhos portáteis de hemodiálise e equipamentos médicos similares ou congêneres.
§ 2º Para efeito do disposto no caput e no § 1o, relativamente ao regime aduaneiro especial de admissão temporária, 
somente deverão ser especificados na DBA bens de valor global superior a US$ 3,000.00 (três mil dólares dos Estados 
Unidos da América) ou o equivalente em outra moeda.
§ 3º O disposto no § 2o não se aplica ao viajante que ingressar no País por via terrestre, fluvial ou lacustre, devendo 
ser especificados na DBA todos os bens portados.
§ 4º Na hipótese a que se refere o caput, o viajante deverá apresentar à fiscalização aduaneira, na unidade da Secretaria 
da Receita Federal do Brasil (RFB) que jurisdicione o local de embarque para retorno ao exterior, a DBA que serviu de 
base para o requerimento de concessão do regime aduaneiro de admissão temporária.
§ 5º Na hipótese de a saída do viajante ocorrer por uma unidade da RFB distinta da unidade de chegada, aquela deverá
 comunicar a ocorrência, de forma a possibilitar a extinção da aplicação do regime na unidade de concessão.
§ 6º O viajante deverá apresentar os bens admitidos temporariamente à fiscalização aduaneira para a regularização de 
sua permanência definitiva no território nacional, quando for o caso.

2) estrageiro COM VISTO PERMANENTE
Art. 35. Os residentes no exterior que ingressem no País para nele residir de forma permanente, e os brasileiros
 que retornem ao País, provenientes do exterior, depois de lá residirem há mais de 1 (um) ano, poderão ingressar no 
território aduaneiro, com isenção de tributos, os seguintes bens, novos ou usados:
    I - móveis e outros bens de uso doméstico; e
    II - ferramentas, máquinas, aparelhos e instrumentos necessários ao exercício de sua profissão, arte ou ofício, 
individualmente considerado.
§ 1o A fruição da isenção para os bens referidos no inciso II do caput estará sujeita à prévia comprovação da atividade
 desenvolvida pelo viajante, e, no caso de residente no exterior que regresse, do decurso do prazo estabelecido no caput.
§ 2o Não prejudicam a contagem do prazo a que se refere o caput viagens ocasionais ao Brasil, desde que totalizem permanência
 no País inferior a 45 (quarenta e cinco) dias nos 12 (doze) meses anteriores ao regresso.
§ 3o No caso de estrangeiro, enquanto não lhe for concedido o visto permanente, seus bens poderão ingressar no território 
aduaneiro sob o regime de admissão temporária.
§ 4o O disposto neste artigo não prejudica a aplicação dos tratamentos tributários gerais de isenção e de tributação 
especial para viajantes procedentes do exterior, referidos, respectivamente, nos arts. 33 e 41 desta Instrução Normativa.